quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Ensinando: reciclagem, jardinagem, respeito a vida e ao meio ambiente






Não gosto muito de colocar fotos na internet. Coisas de uma bobona como eu mesmo.

Mas essas resolvi compartilhar.

Fiz com as meninas, uns vazinhos para plantas, a partir de garrafa pet. O mais legal foi que as idéias foram vindo delas e elas colocaram a mão na massa.

Olha as fotos ai!

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Dividindo a atenção da mamãe...

Definitivamente, nós não conseguimos isso aqui em casa.

Eu não sei aonde errei e se errei, mas não consigo fazer nada a não ser "olhar", "estar", "conversar", "brincar" ou seja, dar atenção para as meninas.

No meu último emprego eu tinha a possibilidade de fazer um home-office. Seria ótimo, se não fosse trágico. Nas minhas poucas tentativas, o caos se estabeleceu. Bastava eu sentar na frente do computador ou usar o telefone e o clima de descontração ia por água baixo.

Naquela época eu achava que isso era assim porque, como eu trabalhava fora, estando em casa as meninas queriam a atenção para elas.

Engano meu.

Até hoje eu não consigo sentar na frente do computador, não consigo falar ao telefone e não consigo conversar com alguém se elas tiverem perto.

Exemplos:
-minha cunhada veio em casa me falar algo rápido. Yasmim tomava um "Yacult" no meu colo. Bastou eu trocar poucas palavras com minha cunhada para ela começar a levantar, ficar inquieta, me chamar e por fim, derramar o restinho do Yacult em mim.... :(
-meu marido, que trabalha com entregas, me ligou pedindo para olhar um endereço no Google Maps para ele. As meninas brincavam na piscina. Entrei em casa rápidinho, peguei o notebook e sentei no quintal para procurar, enquanto passava o olho nelas. Assim que elas viram que eu estava com o computador, sairam ambas da piscina, sentaram ao meu lado (uma de cada lado - parece até combinado) e começaram a atrapalhar: me chamando, colocando a mão na tela do PC, clicando, mexendo no mouse.
- se o telefone toca... é outra história. Elas podem estar fazendo qualquer coisa que o som do telefone é sinal de alerta e de: queremos a mamãe.

Enfim, eu queria ajuda, dicas, qualquer coisa pra me ajudar com isso.

Conheço tantas pessoas que trabalham em casa com os filhotes. Como é que se faz?

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Momento descontração

Estava lendo um blog e achei estes mandamentos.

Coloco aqui, pra descontrair, com meus comentários....rs


Os 10 mandamentos da maternidade
1.Renunciarás a uma casa limpa
(por mais que eu tente organizar e manter a casa limpa, eu nunca consigo.... sempre tropeço em briquedos, acho um farelinho de pão aqui e ali e uma sujeira de suco no chão. Isso quando a sujeira não é a terra do quintal que vem parar bem no meio da sala....)

2.Possivelmente, nunca mais terás uma conversa sem ser interrompida
(ah, essa é ótima. Criança tem um alarme que dispara quando a mãe começa a conversar. Basta o telefone tocar ou alguém chamar seu nome que a criança lembra que precisa de algo e começa com o insistente: manhê, manhê, manhê e só para quando atendida. As vezes minhas filhas estão brincando tranquilas e eu fico rezando pra ninguém aparecer ou telefonar, porque assim a tranquilidade permance...rs)

3.Aprenderás a fazer compras às pressas
(como eu queria, ir ao supermercado e sacolão, olhar os preços, datas de validades, organizar o carrinho e passar as compras tranquilamente pela esteira. Hoje só consigo fazer compras botando tudo rapidamente dentro do carrinho, dando uma olhada rápida na data de validade. Geralmente as duas ficam dentro do carrinho "organizando" as compras e na hora de pagar, bom ai........ é outra história: uma põe, a outra tira, uma coloca dentro da sacola, a outra tira......rs)

4.Não cobiçarás a vida social da próxima
(vida social ... o que é isso mesmo? .... já ouvi esta expressão em algum lugar....)

5.Agora deverás realmente honrar tua mãe e teu pai
(puxa ..... eu acho que preciso pedir perdão aos meus pais....rs)

6.Não terás todas as respostas
(além de não ter todas as respostas, a gente aprende a procurar, a perguntar e a pensar.... ah, e também a se assustar com cada tipo de pergunta.....)

7.Não mais precisarás de um relógio com alarme
(meu alarme agora é: mãeeeeee, acordei!)

8.Deverás fazer cinco tentativas frustradas até conseguir sair de casa
(no mínimo né.... ah, esquece horário, sempre estou atrasada...)

9.Perguntarás a ti mesma o que fazias com teu tempo
(isso eu ainda quero descobrir...... )

10.Saberás que tudo isso vale a pena!
(sem sombra de dúvida. Amo ser mãe e isso tudo é só uma brincadeira. Tudo é possível, quando a alma não é pequena...)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

É assim que acontece... tudo no seu tempo

Este é um breve relato da amamentação da Yasmim. E do desmame também.

Importante ressaltar como foi a amamentação da Nicole. Sempre em livre demanda, porém com uma mãe fresca (no sentido de nova na função) tentando se achar no meio daquilo tudo e tentando se conectar com sua filha. A amamentação transcorreu bem, com uma suspeita de refluxo logo nos primeiros meses, mas que não se confirmou, graças a minha intuição. Nicole sempre se alimentou bem, comia frutas, verduras, sucos e continuava a mamar quando eu estava em casa. Desmamou com 1 ano e 10 meses, quando eu estava grávida da Yasmim, não sei se porque o leite mudou ou se porque eu não estava com vontade de amamentar mesmo (os três primeiros meses da gravidez da Yasmim foram brabos...). É uma criança esperta, inteligente, segura. Um pouco timida, mas faz boas amizades.

Yasmim nasceu e mamou muito bem também, obrigada. Aliás, nunca tive problemas com a amementação. Meus seios ficava só um pouco machucado no início, mas nem feriam. Yasmim foi uma criança muuuuito mais tranquila que Nicole. Quase não chorava. Também mamou em livre demanda, com a diferença que eu esperava ela "pedir". Isto não foi muito difícil, já que cuidar de duas pequenas toma bastante tempo.

O tempo foi passando, e chegou a hora de voltar ao trabalho. Eu tinha estocado uma quantidade boa de leite, mas não foi possivel continuar exclusivo até os 6 meses. Assim como Nicole, Yasmim começou a comer a papinha e frutas com 5 meses.

Quando eu chegava do trabalho Yasmim grudava no meu peito. Mamava bem a noite e antes de eu ir trabalhar também.

Quando ela fez 1 ano eu decidi parar de trabalhar e enfim, a história está ai no blog...

Yasmim continuou mamando e com uns 2 anos, passou a mamar apenas para dormir, ao acordar e a tarde, para dormir. O que mais incomodava as pessoas era que ela ficava muito grudada em mim. Grudada mesmo. Muito colo, abraçava minhas pernas, fazia carinho e beijos. E não aceitava muito a companhia dos outros. Eu nunca me incomodei com isso, pois decidi estar disponível para elas. Meu unico cuidado era com Nicole, para inclui-la na convivência comigo.

Mas o fato de Yasmim ter dois anos, mamar no peito, ser grudada em mim e não aceitar a companhia de outros incomodava muuuuuito os outros. Em momento algum eu me abalei. Sabia que este era o tempo dela. Muitos diziam que ela assim ainda porque mamava e porque eu tinha ficado em casa por conta dela. Quase todos diziam que ela seria uma criança dependente e carente. (???)

Eu me preparei para amamenta-la até quando ela quisesse. Conversei muito com amigas que compartilham dos mesmos sentimentos que eu e, apesar de nunca ter me imaginado amamentado até uns 5 ou 6 anos, me preparei para isso.

E para minha surpresa, justo quando eu me preparei para isso, Yasmim começou a demostrar um desinteresse pelo mamá. Cheguei a pensar se algo errado estivesse acontecendo, mas ela passou alguns dias sem mamar nada. Eu me espantei.

Respeitei o tempo dela, mas logo ela deu sinais de que era só um ensaio. Voltou com força total. Queria mamar de madrugada, de manhã, a tarde, toda hora.

Ela passou do 8 para o 80 numa velocidade impressionante.

Pensei, refleti muito, meditei em nossa relação. Vi que precisavamos de alguns ajustes, entre eu, Yasmim, Nicole e papai.

Corri atrás de soluções, me conectei mais ainda comigo mesmo e conversei. Conversei muuuuito com Yasmim. Ela se sentiu segura e...

Então, ela voltou ao normal. Mamava antes de dormir, a tarde para dormir e as vezes de manhã.

Depois foi parando de mamar a tarde, para dormir.

E então, parou de mamar a noite, antes de dormir.

Assim, simples, no tempo dela, sem pressão.

Paralelamente a isso, se tornou mais solta. Me pediu para ir a escola da Nicole, pede para ir na casa da avó pra brincar, pede para chamar o vizinho para brincar e até me pediu uma cama. Vejam bem, na cabecinha dela, ela cresceu!!!!!

As pessoas olham ela agora e não acreditam que ela, aquele bebe agarrado nas pernas da mãe, se mostra saltitante, feliz e solta.

Eu fico tão feliz. Porque sei que foi somente pelo respeito ao tempo dela, que ela conseguiu crescer, com segurança, no tempo dela, do jeito dela.

Só tenho a agradecer a Deus, por me iluminar a seguir os meus instintos! Amém!

Crescendo e entendendo...

Nicole me espanta com a velocidade que cresce, que dialoga, que interage, que entende as coisas.

Tem hora, que vejo uma adulta aqui, do meu lado. Sério. Fico atenta para não trata-la assim, mas é de assustar.

Tem hora que ela conversa de igual pra igual, conta casos, faz observações, pesca a conversa dos adultos e dá opnião.

Cada dia que passa é mais companheira, mais participante, decidida, feliz.

Literalmente...

Eu no carro, com Yasmim.

Exclamei:
_ Meu Deus, que calor é este? Aonde vamos parar?

Eis que Yasmim responde:
_ Pra casa, mamãe!!!!

sábado, 23 de outubro de 2010

Crises

Criança tem crises. Adultos tem crises. Cachorros tem crises. Todos temos aquele dia, ou aquela situação, ou aquele contexto que nos tira do sério.

Uns se voltam para dentro, se fecham, se interiorizam. Outros escandalizam, põe pra fora, fazem gastrite nos outros, exploram as cordas vocais.

Nada contra um, nem contra outro jeito. Apenas respeito e....

... no que diz respeito a mim, tenho tentado agir diferente. As vezes consigo e muitas outras vezes não. Por isso, quando consigo é uma vitória.

Vou contar a história toda.

Nicole é uma criança especial. Muito reservada, timida. Extremamente educada (talvez fruto do meu extremo controle - aff), tranquila na maioria das vezes. Quando contrariada, não demonstra. Segura. Reserva. Tem que prestar muita atenção para perceber que algo não vai bem. Ela dá dicas sutis, bem sutis quando está contrariada.

Ultimamente, devido a um conjunto de atitudes que temos tomado aqui em casa, Nicole começou a usar um floral que ajudaria nesta "extravação", ou seja, algo que ajudasse a ela dizer mais o que pensa, o que sente. Demonstrar e não ter medo.

Lógico que, em contrapartida, a mamãe aqui, usa um floral que ajude a lidar melhor com as situações que causem contrariedade e que ajude na autoestima já que eu sempre acho que tô errada (talvez pelo meu excesso de controle comigo mesmo - aff).

Acontece que, como disse uma amiga querida, floral sem ação, não ajuda nada. Junto com os florais eu entrei num mergulho interno, numa introspeção e numa formação espiritual para poder me entender, me ajudar e enfim, seguir minha missão neste mundo.

Faz mais ou menos uma semana que Nicole está beeeem agressiva. Grita, xinga, bate. Ao menor sinal de contrarieade, ela que sempre optou por se reservar, aprendeu a extravasar com todas suas forças. Ela põe tudo pra fora. Entra numa crise que parece nunca ter fim. Faz tanta coisa, que eu fiquei perdida. Muito perdida.

Conversando com esta mesma amiga (que por sinal é muito mais que amiga), ela me fez uma pergunta, que me fez pensar. Quando eu dizia que eu precisava fazer algo, que não poderia deixar Nicole, uma criança de 4 anos fazer o que quer, que eu precisava colocar os limites, ela fez duas perguntas:
- Porque você não aceita o lado obscuro de suas filhas? Porque você quer controlar tudo? .... e
_ Será que a mãe dela não xinga, bate, grita?

Bom, não preciso aqui, contar a autoanálise que fiz, pois parece bem obvio, mas o fato é que parei, pensei e sem autopiedade, resolvi AGIR.

Conversei com Nicole e disse para ela que a gente não pode xingar as pessoas, nem bater e gritar. Disse para ela que eu fiz e faço isso muitas vezes, mas estou tentando me "concertar" e que entendo que talvez seja dificil para ela fazer diferente, me vendo assim, mas que eu iria mudar e que portanto, não poderiamos mais ter este tipo de relacionamento em nosso lar. Ela estava de acordo. Aceitou nosso combinado.

Tá, eu sei que é uma conversa séria demais para uma criança de 4 anos, mas foi o que eu consegui fazer.

Hoje, como era de se esperar, ela deu outra crise. Lógico, porque ninguém muda com palavras. É preciso ver as coisas acontecerem, né?

Estavamos no quintal brincando. Ela sentou no meu colo. Então Yasmim sentou também. Ela se levantou, brava. (entendo que boa parte das crises é por ciumes mesmo e não digo que é infudado. Talvez eu esteja desequilibrando o relacionamento nosso, realmente). Então, ela começou a ficar brava. Yasmim quis brincar com ela e ela deu um tapa nela e um grito também.

Eu calmamente disse que isso não pode acontecer. Não se pode bater e não se pode gritar assim. Perguntei se ela lembrava de nossa conversa.

Então ela me olhou nos olhos e disse: - bobona, feia.

Eu disse que isso também não era legal, que eu ficaria triste e a chamei para sentar no meu colo pra gente conversar.

Ela veio até mim, me empurrou e gritou novamente os xingamentos.

Eu disse que, caso ela continuasse assim, nós iriramos subir e conversar.

Ela continuou.

Enfim, não vou contar detalhes pois é bem longo. Esta crise durou mais ou menos umas duas horas. Subimos e eu consegui finalmente ter uma postura diferente e por conseguinte, um final diferente.

Lembro que rezei muito, pedi muito, em voz alta e em pensamentos, que os anjos do Senhor estivessem ali conosco e que terminassemos aquele problema com muito amor. Disse em voz alta e em pensamentos, várias vezes que entendia a dor dela e que eu gostaria de ajuda-la. Pedi a Nossa Senhora - mãe de todos, para me ensinar, como resolver este dilema.

Por fim, Nicole deitou em meu colo, chorou, chorou, chorou. Acalmou-se, me pediu suco, tomou e deu um grande sorriso e um beijo. Disse: - mãe, te amo.

Eu abracei muito ela, fiz muito carinho, dei muito beijo e também disse que a amava muito. Perguntei se ela estava mais calma e ela disse que sim.

Não fiquei ali, perguntando se ela teria uma postura diferente nas próximas vezes porque não achei necessário. Talvez não haja próxima vez e também, percebi que ela viu que podemos ter um relacionamento mais acolhedor.

Sei que muitas outras coisas, contextos, situações virão. Há muita vida pela frente. Mas uma decisão eu tomei: levarei esses problemas com leveza, afeto, amor, gratidão e respeito.

Sei que planto boas sementes.