Este é um breve relato da amamentação da Yasmim. E do desmame também.
Importante ressaltar como foi a amamentação da Nicole. Sempre em livre demanda, porém com uma mãe fresca (no sentido de nova na função) tentando se achar no meio daquilo tudo e tentando se conectar com sua filha. A amamentação transcorreu bem, com uma suspeita de refluxo logo nos primeiros meses, mas que não se confirmou, graças a minha intuição. Nicole sempre se alimentou bem, comia frutas, verduras, sucos e continuava a mamar quando eu estava em casa. Desmamou com 1 ano e 10 meses, quando eu estava grávida da Yasmim, não sei se porque o leite mudou ou se porque eu não estava com vontade de amamentar mesmo (os três primeiros meses da gravidez da Yasmim foram brabos...). É uma criança esperta, inteligente, segura. Um pouco timida, mas faz boas amizades.
Yasmim nasceu e mamou muito bem também, obrigada. Aliás, nunca tive problemas com a amementação. Meus seios ficava só um pouco machucado no início, mas nem feriam. Yasmim foi uma criança muuuuito mais tranquila que Nicole. Quase não chorava. Também mamou em livre demanda, com a diferença que eu esperava ela "pedir". Isto não foi muito difícil, já que cuidar de duas pequenas toma bastante tempo.
O tempo foi passando, e chegou a hora de voltar ao trabalho. Eu tinha estocado uma quantidade boa de leite, mas não foi possivel continuar exclusivo até os 6 meses. Assim como Nicole, Yasmim começou a comer a papinha e frutas com 5 meses.
Quando eu chegava do trabalho Yasmim grudava no meu peito. Mamava bem a noite e antes de eu ir trabalhar também.
Quando ela fez 1 ano eu decidi parar de trabalhar e enfim, a história está ai no blog...
Yasmim continuou mamando e com uns 2 anos, passou a mamar apenas para dormir, ao acordar e a tarde, para dormir. O que mais incomodava as pessoas era que ela ficava muito grudada em mim. Grudada mesmo. Muito colo, abraçava minhas pernas, fazia carinho e beijos. E não aceitava muito a companhia dos outros. Eu nunca me incomodei com isso, pois decidi estar disponível para elas. Meu unico cuidado era com Nicole, para inclui-la na convivência comigo.
Mas o fato de Yasmim ter dois anos, mamar no peito, ser grudada em mim e não aceitar a companhia de outros incomodava muuuuuito os outros. Em momento algum eu me abalei. Sabia que este era o tempo dela. Muitos diziam que ela assim ainda porque mamava e porque eu tinha ficado em casa por conta dela. Quase todos diziam que ela seria uma criança dependente e carente. (???)
Eu me preparei para amamenta-la até quando ela quisesse. Conversei muito com amigas que compartilham dos mesmos sentimentos que eu e, apesar de nunca ter me imaginado amamentado até uns 5 ou 6 anos, me preparei para isso.
E para minha surpresa, justo quando eu me preparei para isso, Yasmim começou a demostrar um desinteresse pelo mamá. Cheguei a pensar se algo errado estivesse acontecendo, mas ela passou alguns dias sem mamar nada. Eu me espantei.
Respeitei o tempo dela, mas logo ela deu sinais de que era só um ensaio. Voltou com força total. Queria mamar de madrugada, de manhã, a tarde, toda hora.
Ela passou do 8 para o 80 numa velocidade impressionante.
Pensei, refleti muito, meditei em nossa relação. Vi que precisavamos de alguns ajustes, entre eu, Yasmim, Nicole e papai.
Corri atrás de soluções, me conectei mais ainda comigo mesmo e conversei. Conversei muuuuito com Yasmim. Ela se sentiu segura e...
Então, ela voltou ao normal. Mamava antes de dormir, a tarde para dormir e as vezes de manhã.
Depois foi parando de mamar a tarde, para dormir.
E então, parou de mamar a noite, antes de dormir.
Assim, simples, no tempo dela, sem pressão.
Paralelamente a isso, se tornou mais solta. Me pediu para ir a escola da Nicole, pede para ir na casa da avó pra brincar, pede para chamar o vizinho para brincar e até me pediu uma cama. Vejam bem, na cabecinha dela, ela cresceu!!!!!
As pessoas olham ela agora e não acreditam que ela, aquele bebe agarrado nas pernas da mãe, se mostra saltitante, feliz e solta.
Eu fico tão feliz. Porque sei que foi somente pelo respeito ao tempo dela, que ela conseguiu crescer, com segurança, no tempo dela, do jeito dela.
Só tenho a agradecer a Deus, por me iluminar a seguir os meus instintos! Amém!