sábado, 23 de outubro de 2010

Crises

Criança tem crises. Adultos tem crises. Cachorros tem crises. Todos temos aquele dia, ou aquela situação, ou aquele contexto que nos tira do sério.

Uns se voltam para dentro, se fecham, se interiorizam. Outros escandalizam, põe pra fora, fazem gastrite nos outros, exploram as cordas vocais.

Nada contra um, nem contra outro jeito. Apenas respeito e....

... no que diz respeito a mim, tenho tentado agir diferente. As vezes consigo e muitas outras vezes não. Por isso, quando consigo é uma vitória.

Vou contar a história toda.

Nicole é uma criança especial. Muito reservada, timida. Extremamente educada (talvez fruto do meu extremo controle - aff), tranquila na maioria das vezes. Quando contrariada, não demonstra. Segura. Reserva. Tem que prestar muita atenção para perceber que algo não vai bem. Ela dá dicas sutis, bem sutis quando está contrariada.

Ultimamente, devido a um conjunto de atitudes que temos tomado aqui em casa, Nicole começou a usar um floral que ajudaria nesta "extravação", ou seja, algo que ajudasse a ela dizer mais o que pensa, o que sente. Demonstrar e não ter medo.

Lógico que, em contrapartida, a mamãe aqui, usa um floral que ajude a lidar melhor com as situações que causem contrariedade e que ajude na autoestima já que eu sempre acho que tô errada (talvez pelo meu excesso de controle comigo mesmo - aff).

Acontece que, como disse uma amiga querida, floral sem ação, não ajuda nada. Junto com os florais eu entrei num mergulho interno, numa introspeção e numa formação espiritual para poder me entender, me ajudar e enfim, seguir minha missão neste mundo.

Faz mais ou menos uma semana que Nicole está beeeem agressiva. Grita, xinga, bate. Ao menor sinal de contrarieade, ela que sempre optou por se reservar, aprendeu a extravasar com todas suas forças. Ela põe tudo pra fora. Entra numa crise que parece nunca ter fim. Faz tanta coisa, que eu fiquei perdida. Muito perdida.

Conversando com esta mesma amiga (que por sinal é muito mais que amiga), ela me fez uma pergunta, que me fez pensar. Quando eu dizia que eu precisava fazer algo, que não poderia deixar Nicole, uma criança de 4 anos fazer o que quer, que eu precisava colocar os limites, ela fez duas perguntas:
- Porque você não aceita o lado obscuro de suas filhas? Porque você quer controlar tudo? .... e
_ Será que a mãe dela não xinga, bate, grita?

Bom, não preciso aqui, contar a autoanálise que fiz, pois parece bem obvio, mas o fato é que parei, pensei e sem autopiedade, resolvi AGIR.

Conversei com Nicole e disse para ela que a gente não pode xingar as pessoas, nem bater e gritar. Disse para ela que eu fiz e faço isso muitas vezes, mas estou tentando me "concertar" e que entendo que talvez seja dificil para ela fazer diferente, me vendo assim, mas que eu iria mudar e que portanto, não poderiamos mais ter este tipo de relacionamento em nosso lar. Ela estava de acordo. Aceitou nosso combinado.

Tá, eu sei que é uma conversa séria demais para uma criança de 4 anos, mas foi o que eu consegui fazer.

Hoje, como era de se esperar, ela deu outra crise. Lógico, porque ninguém muda com palavras. É preciso ver as coisas acontecerem, né?

Estavamos no quintal brincando. Ela sentou no meu colo. Então Yasmim sentou também. Ela se levantou, brava. (entendo que boa parte das crises é por ciumes mesmo e não digo que é infudado. Talvez eu esteja desequilibrando o relacionamento nosso, realmente). Então, ela começou a ficar brava. Yasmim quis brincar com ela e ela deu um tapa nela e um grito também.

Eu calmamente disse que isso não pode acontecer. Não se pode bater e não se pode gritar assim. Perguntei se ela lembrava de nossa conversa.

Então ela me olhou nos olhos e disse: - bobona, feia.

Eu disse que isso também não era legal, que eu ficaria triste e a chamei para sentar no meu colo pra gente conversar.

Ela veio até mim, me empurrou e gritou novamente os xingamentos.

Eu disse que, caso ela continuasse assim, nós iriramos subir e conversar.

Ela continuou.

Enfim, não vou contar detalhes pois é bem longo. Esta crise durou mais ou menos umas duas horas. Subimos e eu consegui finalmente ter uma postura diferente e por conseguinte, um final diferente.

Lembro que rezei muito, pedi muito, em voz alta e em pensamentos, que os anjos do Senhor estivessem ali conosco e que terminassemos aquele problema com muito amor. Disse em voz alta e em pensamentos, várias vezes que entendia a dor dela e que eu gostaria de ajuda-la. Pedi a Nossa Senhora - mãe de todos, para me ensinar, como resolver este dilema.

Por fim, Nicole deitou em meu colo, chorou, chorou, chorou. Acalmou-se, me pediu suco, tomou e deu um grande sorriso e um beijo. Disse: - mãe, te amo.

Eu abracei muito ela, fiz muito carinho, dei muito beijo e também disse que a amava muito. Perguntei se ela estava mais calma e ela disse que sim.

Não fiquei ali, perguntando se ela teria uma postura diferente nas próximas vezes porque não achei necessário. Talvez não haja próxima vez e também, percebi que ela viu que podemos ter um relacionamento mais acolhedor.

Sei que muitas outras coisas, contextos, situações virão. Há muita vida pela frente. Mas uma decisão eu tomei: levarei esses problemas com leveza, afeto, amor, gratidão e respeito.

Sei que planto boas sementes.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Faz 1 ano...

Mais ou menos hoje faz um ano que parei de trabalhar em período integral para dedicar às minhas pequenas.

Mais ou menos hoje porque eu não sei o dia certo, sabiam?

Eu estava tão imersa na novidade, que não preocupei em verificar o dia. E foi tão gradativo, foi um processo mesmo, então fica dificil estabelecer uma data, mas foi assim, meados de setembro!

Lembro como se fosse hoje, a minha dificuldade de tomar a decisão.
Mas lembro mais ainda a felicidade de ter tomado a decisão.
Como eu senti mais leve, mais feliz, mais certa de que estava fazendo o melhor.

Hoje, 1 ano depois estou mais certa ainda, mais feliz e mais leve ainda.

Confesso que não é moleza não. Simplismente deixar de guanhar seu dinheiro mensal, deixar de conviver com o trabalho, com a produção, com o status, com pessoas do trabalho, depender financeiramente do marido, reduzir gastos, avaliar se o consumo é necessário ou dispensável, rever algumas práticas de casa, conviver com os filhos 24 horas por dia, educar, acomapanhar, escolher escola, acompanhar o que pode ver na TV e o que não, oferecer outras atividades além da TV, preparar a comida saudável, policiar os parentes para não dar bala, pirulito ou coisa parecida, ixi... a lista é imensa....

Maaaaaaassssss ... eu não vejo as coisas assim não.

A decisão aqui, foi muito pensada e acordada com o marido. Eu NÃO dependo financeiramente dele. Ele NÃO me sustenta e sim, provê os recuros para a casa: incluindo eu e as filhas.

Conviver com o trabalho e com a questão ser produtiva, levou mais tempo. Confesso que por vezes me achei um encosto, alguém que estava aqui, sem fazer nada, só levando a vida numa boa. Sinceramente, não sei de onde eu tirei isso. Como assim sem fazer nada? Como assim encosto? Eu acordo cedo, preparo vitamina para Nicole e mingau para a Yasmim. Tomo café e já penso no almoço. Nesse meio tempo, brinco, brinco, brinco (pausa para dizer que BRINCAR É COISA SÉRIA PARA A CRIANÇA - logo tá explicado porque faço isso várias vezes ao dia). Faço suco natural para ser tomado na parte da manhã. Descasco frutas para serem lanchadas na parte da manhã. Tentamos praticar Yoga a três, termino o almoço. Saudável: sempre com variedade, colorido, com legumes e verduras. Dou almoço. Ofereço sobremesa (pausa: não é bala ou doce e sim uma fruta descascada). Escovo os dentes delas. Ah, esqueci que pela manhã escovo os dentes dela, passo protetor solar no rosto e penteio a cabeleira delas. E também tiramos o pijama. Bom, voltando para depois do almoço, coloco o uniforme na Nicole, as vezes a mochila precisa ser arrumada. Ah, também tem dia que tem Para-Casa e Yasmim quer fazer também. Brincamos mais um pouco antes de ir para a escola. Levo Nicole para a escola, beijinho na mamãe, tchau. As vezes Yasmim dorme no carro, as vezes não. Volto para casa, amamento pra ela dormir.
Bom, não vou ficar aqui descrevendo o meu dia todo para não cansar, mas já deu para ter uma idéia de que não fico a toa.

A parte mais interessante desta história toda é reduzir gastos. Como é que alguém pode gostar disso, não? Eu gosto. É muito bom comprar conscientemente. Saber gastar o dinheiro no lugar certo. Não deixar faltar o necessário e econtrar formas alternativas de se resolver algumas coisas. Ex.: o quarto das meninas não tinha nenhum enfeite na parede. A cor da tinta é a mesma da casa toda, os móveis da mesma cor que a casa toda. Não tinha nada que distinguia um quarto de criança ali. Então, nós três, recortamos formatos de borboletas no EVA, corações, flores e bolinhas para colar e fizemos, a 6 mãos, lindas borboletas que estão enfeitando o quarto delas. Não é só isso não. Reciclar virou ordem aqui. Roupas antigas estão sendo doadas ou vendidas. Obejtos não usados, idem. Damos preferencia pelo sacolão e gastamos pouquissimo no supermercado. Raramente entra uma futilidade aqui em casa. Trocamos a NET (TV a cabo) por assinatura de Revistinhas Turma da Mônica. Trocamos o shopping por passeios no parque, ao ar livre, picnics. Visitamos mais vezes a biblioteca. Enfim...

Fico cansada? Fico. Mas é bom saber que estou fazendo o bem, não só para elas, como para mim. Eu sofria estando longe delas, sem saber o que estavam fazendo, com receio de não estarem aproveitando o tempo. Comigo aqui, a mãe delas, sei que estão sendo devidamente estimuladas e educadas. Sei que estão lendo ou brincando ao invés de ver TV. Sei o que estão comendo. Sei quais são as dificuldades de cada uma e como ajudar.

Algumas pessoas acham que eu não trabalho porque não consigo emprego ou porque sou extremamente controladora e quero saber tuuudo o que minhas filhas fazem e que não quero que ninguém cuide delas - logo, sou egoísta.

Bom, a essas pessoas respondo:
- não trabalho porque não quero. Tenho emprego quando quiser, mas não quero mais este tipo de emprego escravizante onde mal conseguia cuidar da minha vida, quem dirá das minhas filhas. Sei que sou produtiva, inteligente e que este tempo que dedico para mim e minhas filhas é progresso e não regressão.
- Sobre ser controladora: Não vou delegar, ou melhor, delargar para outro, a minha responsabilidade. Sou mãe delas e sei o que quero e o que não quero para elas. Entendo que todo mundo tem um palpite ou experiência para passar, mas sei que na hora do pepino, do problema, quem terá que cuidar e arcar, sou eu, logo, eu cuido mesmo! Se quiser chamar isso de controladora, enfim, fica ao seu critério. Eu prefiro chamar de mãe mamífera. Tenho plena convicção que quando chegar a hora, elas irão viver a vida delas, mas enquanto forem ser dependende de alguém, que seja da mãe e não da babá, da avó ou da professora da escola.

Optar por não presentear em todas as datas, optar por fazer a comida em casa, optar por usar coisas usadas e ganhadas, optar por trocar alguns luxos por algo mais útil, optar por ser mãe em tempo integral, dá trabalho, é dificil.

Estou agora, na fase de organizar um tempo para mim, de cuidar de mim, de fazer coisas por mim, sem prejudicar o tempo de amadurecimento delas. Entendo que muitos não conseguem fazer isso, ou talvez não possam, mas eu não tenho nada haver com isso. Tenho haver comigo.

Tenho alguns projetos para ano que vem, alguns trabalhos que posso desenvolver. Acredito que até me dei a chance de me encontrar profissionalmente, sem desmercer ou prejudicar o desenvolvimento de minhas filhas, a convivencia com elas.

Tenho plena convicção de que, planto hoje, para colher amanhã. Planto hoje convivência, respeito, educação, aprendizado e amadurecimento. Planto amor, cuidado, carinho, atenção. Planto educação consciente, cuidado com o meio ambiente e com o próximo.

O que acha que vou colher amanhã?

Faz 1 ano que escrevi isso aqui: http://www.blogmamiferas.com.br/2009/10/dias-felizes.html

Acredito que amadureci muito nesta questão!

Ajudando a mamãe

Nicole está numa fase de ajudar a mamãe. É tão bonitinho e eu valorizo muito esses momentos porque acho que a vida em família deve ser assim: sem sobrecarga para um componente, com ajuda mutua para todos, compartilhando dificuldades e delicias da vida.

Outro dia ela me pediu para lavar as vasilhas da pia.

A pia estava cheia.

Pensei, pensei, pensei.

Disse:
_ Vamos, eu te ajudo.

Nicole protestou:
_ Não mãe, quero sozinha. Deixa por favor.

Tudo bem! Mas vou separar as facas e pratos de vidro, ok?

_ Ta bom! Nicole disse, dando saltinhos de alegria.

Puxou o banquinho para perto da pia, ajoelhou e começou.

Ela lavou tudo.

E eu lá, ajudando aqui, ali, dizendo que estava tudo ficando muito bom!!!!!

Ela lá, toda orgulhosa, feliz da vida por estar ajudando a mamãe.

Ficou como uma ajuda mesmo, nada de responsabilidade ou cobranças!

Yasmim, vendo tudo isso disse:

_ Que ajudá também!

Então, pedi que ela fizesse um suco pra nós. Estavamos na hora do almoço e seria uma boa idéia para acompanhar. Coloquei o banquinho perto do filtro e ela encheu de água e depois misturou o açucar e o suco de uva integral!

Vez ou outra, ofereço para me ajudarem com o almoço: picam algumas coisas (com uma faquinha que não corta nada.....), misturam a salada, provam o tempero, lavam o arroz, catam o feijão!

Outro dia precisei arrumar a casa pois a faxineira não veio: nicole me ajudou. Eu com uma vassoura e ela com outra.

Obvio que eu preciso voltar para catar o lixo que ela espalhou. Preciso verificar que os legumes não foram cortados e cortar. Preciso misturar a salada e preciso lavar toda a louça novamente.

Mas não é isso que importa certo?

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

National Geografic aqui em casa!

Sabe aquela cena, que aparece muito em documentários da vida animal, dos filhotes brincando de brigar e assim, treinando para a vida adulta?

Então, aqui em casa eu vejo isso acontecendo.

Vez ou outra as meninas começam uma "guerrinha" que eu não sei de onde vem, como começou. No início, ficava louca e tentava "apartar" a briga. Mas hoje, além de perceber que elas se acabam achando um jeito de se entenderem, percebo que é um treinamento que elas se divertem. É isso mesmo.

Exemplo: Yasmim mal falava direito ainda, virava e mexia, discutia com a irmã assim:
_ Oh mãe, isso é bonito né? - diz Nicole.
_ Lindo. - digo eu.
_ É não. - diz Yasmim
_ É sim. - diz Nicole
_ É não. - diz Yasmim
_ É sim. - diz Nicole
_ É não. - diz Yasmim
_ É sim. - diz Nicole
_ É não. - diz Yasmim
_ É sim. - diz Nicole

Aff.

Outro dia, estavamos num congestiomaneto, já tinhamos ouvido muitas músicas, brincado bastante de cantar, de falar nomes de frutas, de bichos, etc e tal. Então, fez se um silêncio. Eis que Nicole diz:
_ Yasmim!?
Yasmim olha pra irmã.
_ É, num é? - diz Nicole.
Yasmim abre um sorrisão e diz em alto é bom som:
_ É não!
_ É sim. - diz Nicole.
_ É não. - diz Yasmim
...e por ai vai.

Neste dia, caiu a ficha, que elas brincam de brigar.

Parei pra pensar em como é importante a relação com irmão. Acho que é com o irmão que você aprende a compartilhar, a ter ciumes, a dividir, a perder, a ganhar, a dizer o que quer, a não esperar que adivinhem o que você quer, e buscar o seu espaço (mesmo que seja um ladinho do colo), a discordar, a ter sua opnião discordada, a esperar, a emprestar, a se sentir amado, mesmo que você não seja o único.

Puxa, fico tão feliz por elas terem uma a outra. Muito mesmo!


Coincidencia (se é que existem), hoje li este texto belissimo o qual concordo totalmente. Compartilho: http://www.blogmamiferas.com.br/2010/09/porque-irmao-e-bom-demais.html
(não consigo colocar o link aqui, então basta copiar e colar o endereço na sua janela do navegador)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Assédio Moral

Este não é um texto sobre sorrisos da alma... infelizmente.

Mas é um assunto que me assuta e que tenho que botar pra fora, senão fico louca.

Então, vamos lá:

O seguinte diálogo:
"Eu vou quebrar a sua boca! Vira homem! Eu te parto no meio!
foi dita na seguinte situação:

a) um bebado falando com um cachorro de rua que atravessou na sua frente.
b) uma mãe falando com um filho drogado.
c) um pai falando para um adolescente que insiste em fazer pequenos furtos.
d) uma mãe falando com uma criança de 3 anos.

Quem escolheu alternativa (d) acertou.


Não que as outras alternativas sejam justificaveis. Não são. Todas são terríveis, ignorantes, brutais.

Mas falar isso para uma criança de 3 anos?
Aonde vamos parar?

Eu estava andando numa rua comercial com minha filha Yasmim e vi, uma mãe com rosto angelical, profanando estas palavras para um menino de aproximadamente 3 anos.

A situação foi tão grotesca, que Yasmim grudou no meu pescoço, com medo.

Eu fiquei sem reação.

Ela (a mãe ... será que podemos chamar isso de mãe) me olhou e num piscar de olhos, viu o que falou e completou:

_ Você apronta demais, moleque!

Como se quisesse justificar.

Puxa gente, fiquei mal o resto do dia. A criança ficou lá, ouvindo tudo aquilo. Que adulto vai dar isso? O que ele sentiu? O que mais essa mãe já falou ou fez com o filho?


Abraçei muito minha filha, dei muito beijo nela. Quando Nicole chegou da aula, fiz o mesmo.
A noite, na oração, rezamos por todas as crianças que não tem mãe e pai, ou que tem, mas não são amadas. Pedimos que Deus dê para elas, discernimento para saber o que é certo e errado, coragem para seguir adiante apesar dos "problemas" da vida e auto estima, para saberem que são seres humanos especiais.

Amém!

...

Ufa... acho que desabafei!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Vai cair uma tempestade hoje!!!!!

Yasmim acordou de madrugada e chamou em alto e bom som:

tcham tcham tcham!!!!

Suspense!!!!

PAPAIIIIIIII!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!




*****

Eu nem acreditei? Rs!

Cutuquei o pai e disse: tá te chamando! E voltei a dormir. Oh benção!

E olha que não ensinei viu... mas depois desta experiência, vou fazer como uma amiga minha Livia diz: vou ensina-la a chamar papai sempre!!!!!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Ligada no 220 V

Quem ligou a Yasmim na tomada?

Perguntei isso hoje o dia todo.

A menina pulou da cama as 05:30.

Pintou e rabiscou a manhã toda, CORRENDO no quintal, brincando de PEGA PEGA.

Foi levar a Nicole na escola e por lá decidiu ficar.

Detalhe: não tinha tirado a soneca do dia ainda.

Fiquei sabendo que pulou horrores no pula pula, brincou de casinha, de boneca, de escorrega, de balanço e de pega pega de novo.

Chegou da escola e brincou de pega pega com Nicole na casa da Avó.

Veio para casa e montou no pocotó de brinquedo.

Correu até o quarto de brinquedo.

Voltou.

Me ajudou a lavar vasilha.

Jantou.

Dançou.

Cantou.

Por fim, não consegui nem dar o banho para dormir porque a hora que ela deixou o cansaço vencer, chorou, chorou, chorou até eu ceder e amamentar sem o banho mesmo.

Crianças.....

Sempre assim: testando o limite: o nosso e o delas... ai ai