Nicole: - Oh mãe, a Yasmim não está me ouvindo.
Eu: - Hum .... e o que você quer que eu faça?
Nicole: - Não sei. Mas eu tô querendo brincar com ela, falo, falo, falo e ela não me ouve.
Eu: - Ixi, como a gente vai resolver isso heim?
Nicole, um pouco nervosa: - Não sei mãe, fala com ela então.
Eu: - Mas e se ela não me ouvir também?
Nicole: - Ai ai ai ... já sei. Vou fazer mimicas!!!!!
Yasmim que ouvia a conversa disse: - Agora pode falar. Eu tava terminando de colocar a roupa na boneca!
Pronto, resolvido!
terça-feira, 7 de junho de 2011
Da série: Diálogos em família
Eu: - meninas, vamos lá no supermercado. Acabou tudo. Precisamos comprar.
Elas: - oh mãe, a gente tá brincando. Vai lá você.
Eu: - E vocês vão ficar como? Sozinhas?
Nicole: - Eu cuido da Yasmim para você.
Yasmim: E eu cuido da Nicole.
Eu: - E quem cuida de vocês duas?
Elas: - Você!
Eu: - Mas estou no supermercado. Eu não posso estar em dois lugares ao mesmo tempo.
Elas: - Ah mãe, você dá um jeito. Vai lá. Beijo!
Agora, vê se pode. Despachadas né! E mãe também tem que ser paranormal!!!!!
Bom, o supermercado fica pra depois, né. A brincadeira de "Festa Junina" está muito interessante para ser interrompida! Rs
Elas: - oh mãe, a gente tá brincando. Vai lá você.
Eu: - E vocês vão ficar como? Sozinhas?
Nicole: - Eu cuido da Yasmim para você.
Yasmim: E eu cuido da Nicole.
Eu: - E quem cuida de vocês duas?
Elas: - Você!
Eu: - Mas estou no supermercado. Eu não posso estar em dois lugares ao mesmo tempo.
Elas: - Ah mãe, você dá um jeito. Vai lá. Beijo!
Agora, vê se pode. Despachadas né! E mãe também tem que ser paranormal!!!!!
Bom, o supermercado fica pra depois, né. A brincadeira de "Festa Junina" está muito interessante para ser interrompida! Rs
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Final de semana booommmmmm
Esse fim de semana foi especial. Por muitos motivos, mas o principal dele é que nos divertimos muito.
Sexta foi festa do dia das mães na escola. Teve apresentação das meninas do ballet, Nicole recitou um poema lindo e Yasmim desfilou com um avental com informações sobre a profissão da mãe!!! A noite fria terminou com um jantar, muito acolhedor, feito com carinho pela escola. Ganhei um lugar americano feito pelas meninas, uma bolsa pintada por elas e uma cartela de temperos para temperar a vida!!!
No sabado levei as pequenas para a Livraria Corre Cotia, onde teve uma contação de histórias. Delicioso! As meninas curtiram muito. Ficaram ali, olhando com os olhões arregalados, ouvindo com as orelhas em pé e participando com muito entusiasmo. Valeu a pena a distância e o atraso no almoço delas!
A tarde curtimos em família. O dia estava esfriando e ficamos de preguiça!
No domingo levamos as pequenas para o zoologico. Foi demais. O dia estava fresco e os bichos todos deram o ar da graça. Teve elefante nos encarando, hipopotamos jogando água pra cima, girafa bem pertinho e até o leao, imponente ficou lá, rugindo para todos ouvirem. Lindo. Yasmim finalmente conheceu o tucano (ela queria muito), viu a arara azul (a turma dela da escola se chama ararinha azul) e Nicole ficou olhando o jacaré, bicho feio, mas curioso. Fica paradinho, só espreitando!
Almoçamos na casa da sogra e ficamos a tarde, vendo filme na TV, enrolados na coberta!
Foi um fim de semana simples, mas bem curtido. Depois que as meninas foram dormir, eu e marido tomamos um vinho, conversamos, rimos bastante! Pensamos em como somos felizes, em como nos amamos. Fizemos um balanço de 8 anos de casamento mais 8 anos de namoro e o saldo foi positivo!
Fiquei pensando em como a familia nos engradece. Não é a toa que nos faz tão bem, pois completamos uns aos outros, cada qual com sua diferença, mas com a cola do amor!
Sexta foi festa do dia das mães na escola. Teve apresentação das meninas do ballet, Nicole recitou um poema lindo e Yasmim desfilou com um avental com informações sobre a profissão da mãe!!! A noite fria terminou com um jantar, muito acolhedor, feito com carinho pela escola. Ganhei um lugar americano feito pelas meninas, uma bolsa pintada por elas e uma cartela de temperos para temperar a vida!!!
No sabado levei as pequenas para a Livraria Corre Cotia, onde teve uma contação de histórias. Delicioso! As meninas curtiram muito. Ficaram ali, olhando com os olhões arregalados, ouvindo com as orelhas em pé e participando com muito entusiasmo. Valeu a pena a distância e o atraso no almoço delas!
A tarde curtimos em família. O dia estava esfriando e ficamos de preguiça!
No domingo levamos as pequenas para o zoologico. Foi demais. O dia estava fresco e os bichos todos deram o ar da graça. Teve elefante nos encarando, hipopotamos jogando água pra cima, girafa bem pertinho e até o leao, imponente ficou lá, rugindo para todos ouvirem. Lindo. Yasmim finalmente conheceu o tucano (ela queria muito), viu a arara azul (a turma dela da escola se chama ararinha azul) e Nicole ficou olhando o jacaré, bicho feio, mas curioso. Fica paradinho, só espreitando!
Almoçamos na casa da sogra e ficamos a tarde, vendo filme na TV, enrolados na coberta!
Foi um fim de semana simples, mas bem curtido. Depois que as meninas foram dormir, eu e marido tomamos um vinho, conversamos, rimos bastante! Pensamos em como somos felizes, em como nos amamos. Fizemos um balanço de 8 anos de casamento mais 8 anos de namoro e o saldo foi positivo!
Fiquei pensando em como a familia nos engradece. Não é a toa que nos faz tão bem, pois completamos uns aos outros, cada qual com sua diferença, mas com a cola do amor!
Bailarinas
Nicole me pediu muuuuuito para fazer o ballet na escola. Eu resisti bravamente. Nâo acho que ballet seja bom pra crianças pequenas. Toda aquela rigidez postural, roupas rosinhas, coque, etc, etc, etc.
Mas cedi. Dei uma chance para mim e para ela conhecer melhor esta dança.
Até que um dia Nicole diz: mãe, o que eu mais gosto na escola é o Ballet. Quando crescer quero ser bailarina.
Looogico que isso é coisa de criança, mas fiquei feliz por perceber que ela está se divertindo com as aulas. Isso é o que importa.
Sexta foi festinha na escola e ela fez uma apresentação. Yasmim também quer ser vestir de bailarina como a irmã. Logo fomos nós.
Olhem que lindas!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Aprontando...
Estou dormindo.
Escuto um passinhos.
Abro os olhos e vejo só um vulto correndo em direção ao banheiro.
Olho o relógio. 7:40 da manhã. Penso, milagre .... passamos das 7.
Escuto outros passos.
Vejo outro vulto correndo para o banheiro.
Escuto a tampa do vazo e a do peniquinho levantando.
Escuto o barulhinho do xixi.
Escuto as conversas sobre pegar pouco papel higiênico, descargas, economizar para natureza e etc.
Escuto os passinhos de volta.
Fecho os olhos, pensando, vou fingir que estou dormindo e ver no que isso vai dar.
Para minha surpresa, elas não me acordam.
Escuto cochichos.
Movimentos.
Risadinhas.
Tenho um impulso de levantar e ver qual é a bagunça, mas me contenho.
Fecho os olhos e tento aproveitar mais alguns minutos na preguiça.
Escuto mais barulhinhos, cochichos, movimentos e risadinhas.
Começo a rir baixinho e morro de curiosidade de ver o que acontece.
Não me contenho e levanto.
Dou de cara com um acampamento, no meio do corredor, com direito a coberta, travesseiros, água e frutas sob um pano e duas mocinhas, com risinhos lindos no rosto.
Ah, eu mereço isso tudo!!!!! Amém!
Escuto um passinhos.
Abro os olhos e vejo só um vulto correndo em direção ao banheiro.
Olho o relógio. 7:40 da manhã. Penso, milagre .... passamos das 7.
Escuto outros passos.
Vejo outro vulto correndo para o banheiro.
Escuto a tampa do vazo e a do peniquinho levantando.
Escuto o barulhinho do xixi.
Escuto as conversas sobre pegar pouco papel higiênico, descargas, economizar para natureza e etc.
Escuto os passinhos de volta.
Fecho os olhos, pensando, vou fingir que estou dormindo e ver no que isso vai dar.
Para minha surpresa, elas não me acordam.
Escuto cochichos.
Movimentos.
Risadinhas.
Tenho um impulso de levantar e ver qual é a bagunça, mas me contenho.
Fecho os olhos e tento aproveitar mais alguns minutos na preguiça.
Escuto mais barulhinhos, cochichos, movimentos e risadinhas.
Começo a rir baixinho e morro de curiosidade de ver o que acontece.
Não me contenho e levanto.
Dou de cara com um acampamento, no meio do corredor, com direito a coberta, travesseiros, água e frutas sob um pano e duas mocinhas, com risinhos lindos no rosto.
Ah, eu mereço isso tudo!!!!! Amém!
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Yasmim cantando!
Yasmim adora cantar. Ela canta tomando banho, desenhando, passeando, comendo e até quase dormindo. Uma fofura. Ela adora aprender musicas novas e também gosta de reiventar algumas musicas.
Um exemplo:
- Oh Minas Gerais. Não me esquece. Eu to aqui. Eu quero te conhecer.
(versão original: OH Minas Gerais, quem te conhece, não esquece jamais. Oh Minas Gerais)
Outro dia, voltando da praia, as meninas ali, cansadas de tanta cadeira... Yasmim canta em alto e bom som:
_ Eu querroooooo, tirar uma remeeeeellllaaaaaaa.
Algumas musicas chamam bem a atenção dela:
_ Maezinha do céu, eu não sei rezar. Só sei repetir, eu quero te amar. Azul é seu manto, branco é teu véu, eu quero maezinha, te ver lá no céu!
Ela gosta de cantar também;
-Boi, boi, boi, boi da cara preta, pega esta menina, que tem medo de careta!
Eu e Nicole ficamos aqui, ouvindo ela cantar e achando a maior graça. Ela realmente é uma fofura!
Um exemplo:
- Oh Minas Gerais. Não me esquece. Eu to aqui. Eu quero te conhecer.
(versão original: OH Minas Gerais, quem te conhece, não esquece jamais. Oh Minas Gerais)
Outro dia, voltando da praia, as meninas ali, cansadas de tanta cadeira... Yasmim canta em alto e bom som:
_ Eu querroooooo, tirar uma remeeeeellllaaaaaaa.
Algumas musicas chamam bem a atenção dela:
_ Maezinha do céu, eu não sei rezar. Só sei repetir, eu quero te amar. Azul é seu manto, branco é teu véu, eu quero maezinha, te ver lá no céu!
Ela gosta de cantar também;
-Boi, boi, boi, boi da cara preta, pega esta menina, que tem medo de careta!
Eu e Nicole ficamos aqui, ouvindo ela cantar e achando a maior graça. Ela realmente é uma fofura!
quarta-feira, 13 de abril de 2011
CARTA ABERTA ÀS MÃES E PAIS (Blogagem Coletiva)
Que futuro terão nossos filhos?
Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.
A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?
Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.
Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,
temos de começar pelas crianças. Gandhi
O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?
Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?
O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.
O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?
Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!
Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.
Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.
Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!
Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.
Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é? Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor! Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.
Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br
Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com
Letícia Dawahri www.sorrisosdaalma.blogspot.com
Luciana Ivanike www.lucianaivanike.blogspot.com
Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com
Renata Matteoni www.rematteoni.wordpress.com
Aproveitamos o sentimento de indignação e tristeza que nos abalou nos últimos dias para convoca-los para uma mobilização pelo futuro das nossas crianças. A tragédia absurda ocorrida na escola em Realengo (Rio de Janeiro) é resultado de uma estrutura complexa que tem regido nossa vida em sociedade. O problema vai muito além de um sujeito qualquer decidir invadir uma escola e atirar em crianças. Armas não nascem em árvores.
A coisa está feia: choramos por essas crianças, mas não podemos nos deixar abater pelo medo, nem nos submeter aos valores deturpados que têm regido nossa sociedade propiciando esse tipo de crime. Não vamos apenas chorar e reclamar: vamos assumir nossa responsabilidade, refletir, trocar ideias e compartilhar planos de ação por um futuro melhor. Então, mães e pais, como realizar uma revolução que seja capaz de mudar esses valores sociais inadequados?
Vamos agir, fazer barulho, promover mudanças! Acreditamos na mudança a longo prazo. Precisamos começar a investir nas novas gerações: a esperança está na infância. Vamos fazer nossa parte: ensinar nossos filhos pra que façam a deles.
Se desejamos alcançar uma paz real no mundo,
temos de começar pelas crianças. Gandhi
O que estamos fazendo com a infância de nossas crianças?
Com frequência pais e mães passam o dia longe dos filhos porque precisam trabalhar para manter a dinâmica do consumo desenfreado. Terceirizam os cuidados e a educação deles a pessoas cujos valores pessoais pensam conhecer e que não são os valores familiares. Acabamos dedicando pouco tempo de qualidade, quando eles mais precisam da convivência familiar. Assim, como é possível orientar, entender, detectar e reverter tanta influência externa a que estão expostos na nossa longa ausência? Estamos educando ou estamos nos enganando?
O que vemos hoje são crianças massacradas e hiperestimuladas a serem adultos competitivos desde a pré-escola. Estão constantemente expostos à padronização, competição, preconceito, discriminação, humilhação, bullying, violência, erotização precoce, consumo desenfreado, culto ao corpo, etc.
O estímulo ao consumo desenfreado é uma das maiores causas da insatisfação compulsiva de nossa sociedade e de tantos casos de depressão e episódios de violência. Daí o desejo de consumo ser a maior causa de crime entre jovens. O ter superou o ser. Isso porque a aparência é mais importante do que o caráter. Precisamos ensinar nossos filhos que a felicidade não está no que possuímos, mas no que somos. Afinal, somos o exemplo e eles repetem tudo o que fazemos e o modo como nos comportamos. E o que ensinamos a nossos filhos sobre o consumo? Como nos comportamos como consumidores? Onde levamos nossos filhos para passear com mais frequência? Em shoppings?
Quanto tempo nossos filhos passam na frente da TV? 10 desenhos por dia são 5 horas em frente à TV sentados, sem se movimentar, sem se exercitar, sendo bombardeados por mensagens nem sempre educativas e por publicidade mentirosa que incentiva o consumo desde cedo, inclusive de alimentos nada saudáveis. Mais tempo do que passam na escola ou mesmo conosco que somos seus pais!
Porque os brinquedos voltados para os meninos são geralmente incentivadores do comportamento violento como armas, guerras, monstros, luta? A masculinidade devia ser representada pela violência? Será que isso não contribui para a banalização da violência desde a infância? Quando o atirador entrou na escola com armas em punho, as crianças acharam que ele estava brincando.
Nós cidadãos precisamos apoiar ações em que acreditamos e cobrar do Estado sua implementação, como o controle de armas, segurança nas escolas, mudança na legislação penal, etc. Mas acima de qualquer coisa precisamos de pessoas melhores. Isso inclui educação formal e apoio emocional desde a infância. É hora de pensar nos filhos que queremos deixar para o mundo, para que eles possam começar a vida fazendo seu melhor. Criança precisa brincar para se desenvolver de forma sadia. É na brincadeira que elas se descobrem como indivíduos e aprendem a se relacionar com o mundo.
Nós pais precisamos dedicar mais tempo de convivência com nossos filhos e estar atentos aos sinais que mostram se estão indo bem ou não. Colocamos os filhos no mundo e somos responsáveis por eles! Eles precisam se sentir amados e amparados. Vamos orientá-los para que eles sejam médicos por amor não por status, que sejam políticos para melhorar a sociedade não por poder, funcionários públicos por competência e não pela estabilidade, juízes justos, advogados e jornalistas comprometidos com a verdade e a ética, enfim!
Precisamos cobrar mais responsabilidade das escolas que precisam se preocupar mais em educar de verdade e para um futuro de paz. Chega de escolas que tratam alunos como clientes.
Não temos mais tempo a perder. Ou todos nós, cedo ou tarde, faremos parte da estatística da violência. Convidamos todos a começar hoje. Sabemos que não é fácil. E alguma coisa nessa vida é? Vamos olhar com mais atenção para nossos filhos, vamos ser pais mais presentes, vamos cobrar mais da sociedade que nos ajude a preparar crianças melhores para um mundo melhor! Nossa proposta aqui é de união e ação para promover uma verdadeira mudança social. A mudança do medo para o AMOR, do individualismo para a FRATERNIDADE e para a EMPATIA, da violência para a GENTILEZA e a PAZ.
Ana Cláudia Bessa www.futurodopresente.com.br
Cristiane Iannacconi www.ciclicca.blogspot.com
Letícia Dawahri www.sorrisosdaalma.blogspot.com
Luciana Ivanike www.lucianaivanike.blogspot.com
Monique Futscher www.mimirabolantes.blogspot.com
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