A felicidade é tanta, que vou repetir um pouco o assunto. Eu estou tão surpresa comigo e com minhas filhas, estou tão feliz pelas decisões tomadas, estou cada dia tão mais certa do que fazer, que não consigo me aguentar de felicidade.
Olha, assumir a maternidade na integra, é a melhor coisa que uma mulher pode fazer na vida. E os filhos agradecem!
Não quero causar polêmica e respeito que opta por trabalhar deixando os filhos sob cuidados de outros: respeito e entendo. Eu mesma estive nesta situação e sei como isso é necessário ou talvez, faça parte da rotina de forma que não é pensado o outro lado.
Mas eu acho que toda mulher que tem filhos deveria pensar seriamente no assunto. Não é pensar com olhares limitantes, tipo: mas e a grana? ... ah, a escola é boa, ou vai ficar com minha mãe.
Eu não estou falando disso. Eu sei que grana é importante, que a escola pode ser maravilhosa tratando o NOSSO FILHO com carinho ou se a avó cuida do menino muito bem. Estou falando de CONVIVÊNCIA.
Vejam bem. Eu parei de trabalhar em Setembro e em Fevereiro dispensei a empregada.
Ainda estamos no ajuste de faxineira, lavadeira e passadeira ... rs... mas as coisas finalmente estão encaixando.
Sabe quando você não conhece uma coisa e quando passa a conhecer se surpreende. Você não conhece um determinado lugar que todos falam ser lindo. Daí, você finalmente vai conhecer e acha que as pessoas não foram generosas. O lugar é deslumbrante!
É isso. Eu sabia que ia gostar de ser mãe na integra. Mas me surpreendi. Eu gostei demais mesmo. Gostei tanto que sinto uma pontinha de remorso de não ter feito isso antes. Mas passa. Passa logo que ganho aquele abraço gostoso, aquele sorriso maroto ou escuto um choro de uma das duas.
Estou mais feliz ainda de ter tomado a decisão de dispensar a empregada. Sim, ela ajudava bastante, arrumava a casa, fazia comida e olhava as meninas para eu tomar banho, comer, correr, etc.
Agora eu faço a comida. Não corro mais no horário que gostaria. Banho só com uma ou com as duas de uma vez. Mas...
- frequentemente sento no chão com as duas para brincar;
- ganho abraços do nada, cheiros no pescoço e beijos apertados umas 50 vezes por dia, no mínimo;
- acompanho cada passo do desenvolvimento delas ... só eu ...
- me pego brincando quando deveria estar colocando uma roupa na máquina, mas quem se importa com isso...rs
- arranjo cada brincadeira para fazer com as duas que eu me assusto comigo mesmo: não sabia que tinha tanta criatividade;
- fico tranquila com a alimentação, porque sou eu quem faço e cuido;
- deixo andar descalço, deixo sujar roupas, jogo água nelas e brincamos na chuva: imaginem a cena: eu, Nicole e Yasmim pulando nas poças de água do quintal.
Eu, quando tomei esta decisão, virei criança de novo, consegui manter a casa mais organizada que antes, a comida mais nutritiva que antes, as filhas mais tranquilas e serenas. Me divirto mais, estou mais segura, mais feliz e confiante. Vejo que elas crescem seguras, espertas, ativas e felizes. As doenças sumiram. O mal humor e brigas também.
Saiu a grana do emprego e a "organização" da casa (empregada) e entrou no lugar:
- alegria de mãe para filho
- alegria de filho para mãe
- gratidão
- felicidade
- brincadeiras
- cooperação
- liberdade
- confiança
- ajuda mútua.
Nicole ficou mais cooperativa sim e Yasmim já está aprendendo também. Virou uma coisa comum aqui em casa: um ajuda o outro.
E não tem preço tomar banho a três e sair três peladonas correndo pela casa....rs
Ah, Deus, permita que esta felicidade dure muito, muito tempo!
sexta-feira, 5 de março de 2010
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4 comentários:
Ai Lê...Tudo que escreve é tão lindo!
Sabia que a Bíblia diz que a boca fala do que o coração está cheio?
Suas palavras são tão puras, sinceras, suaves aos meus ouvidos e aprendizado para minha vida de mãe.
Embora não nos conheçamos pessoalmente e nem mesmo trocamos “figurinhas”, tenho por mim, que deve ser uma pessoa de um coração grande, cheio do amor de Deus!
Alguém que tenho “visto” o reflexo deste amor através de suas atitudes, sua sabedoria ao cuidar das suas filhas, sua família, sua vida.
E mesmo mal conhecendo você, meu coração se alegra com tudo aquilo que vem contando do dia a dia.
Peço a Deus que continue abençoando você e sua família com muita paz, alegria, saúde e nunca venha faltar o pão de cada dia!
Que o Senhor Jesus dê-lhe mais e mais sabedoria e te instrua em cada palavra postada aqui e em cada gestos ou decisões de sua vida.
Para mim, ainda é muito difícil poder dedicar-me por completo aos meus filhos e isso me entristece, me deixa tensa, nervosa!
Em casa, eu sou a cozinheira, a faxineira, a passadeira, a que cuida, dar banho, brinca e da bronca, nina durante as madrugadas, (que aliás de uns tempos para cá tem sido tão longas!)
Imagino que experiência maravilhosa para você, estar sendo mãe na íntegra!
Gostaria muito de poder fazer o mesmo, mas as circunstâncias que vivo no momento, são realmente difíceis!
E é no dia a dia que percebo o quanto meus filhos tem a necessidade de estarem ao meu lado.
Rebeca está sempre tão grudadinha de mim, não gosta de ceder meu colinho para o Moisés, chora por nada querendo atenção, ainda toma mamadeira, acorda muitas vezes durante as noites e range os dentes quando dorme.
Está sempre com o rostinho de menina carente!
Confesso, que há momentos em que me faltam sabedoria e tranqüilidade para lidar com meus filhos.
Medo de não estar agindo certo, e muitas vezes tenho a certeza de que não estou mesmo!
Medo por não estar sabendo amá-los, colocando limites ou mesmo em outras situações.
Percebi que durante minhas férias, embora eu tivesse que fazer coisas em casa, as crianças estavam mais tranqüilas, era como se elas estivessem certas de que mesmo com tantas tarefas, podiam contar comigo para brincar, dar banho, almoço, carinho e colinho.
Que inspirador, Letícia!!!!
Tulia, sempre respondo seus comentários no seu e-mail, mas acho que você não recebe. Com qual e-mail falo com você?
Beijos e obrigada por ler sempre!
Lê, que texto expressivo e verdadeiro. Fico muito feliz por você !!!
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