Nicole diz:
_ Mãe, o cachorro dimorreu?
_ Não Nicole, ele está dormindo.
_ Ahhhh .... pausa de uns 5 segundos ... mas vamos brincar que o cachorro tá dimorrido e ai, a gente passa aqui e fala: _ Oooolha, um cachorro de rua. Vamos cuidar dele para ele não dimorrer!
Fala a verdade, o mundo seria muito mais fácil e melhor se fossem conforme a imaginação das crianças, né?
sexta-feira, 13 de março de 2009
Banho de Bucha!
Adoro dar banho de bucha. Adoro quando as crianças precisam de um banho de bucha.
Quanto maior a necessidade de uma boa esfregada para tirar a sujeira, mais a criança bricou, mais a criança ficou feliz.
Quando vou buscar a Nicole e seus amigos (Yasmim e Hugo) na escola e os vejo vindo, na maioria das vezes descalços, saltitantes, pulando, suados, com a roupa pregando (mesmo que já tenham tido um banho de chuveirão), cabelos bagunçados, mãos, braços, pernas e pés sujos, sei que aquele sorriso que os acompanha é um sorriso fixo, verdadeiro, feliz!
Hoje dei o primeiro banho de bucha na Yasmim. A cena foi assim:
Cheguei da escola com a Nicole e escuto a Yasmim chorando. Quando entro em casa, vejo a Yasmim toda feliz no chão e o pai, olhando com uma cara de quem não acredita no que passou.
_ Letícia, você ouviu a Yasmim chorando?
_ Sim.
_ Sabe porque?
_ Não.
_ Porque eu a tinha tirado do chão....
Então começamos nós quatro a brincar no chão e as meninas engatinhando. Yasmim andou, melhor, engatinhou pela casa toda. Quando a peguei no colo vi a COR dos seus pés e joelhos: PRETOS.
_ É Yasmim ... hoje é seu primeiro banho de bucha!
Foi muito bom. Melhor ainda foi tentar esfrega-la sem deixa-la pegar a bucha, que ia direto para a boca....
Foi muito divertido!
Quanto maior a necessidade de uma boa esfregada para tirar a sujeira, mais a criança bricou, mais a criança ficou feliz.
Quando vou buscar a Nicole e seus amigos (Yasmim e Hugo) na escola e os vejo vindo, na maioria das vezes descalços, saltitantes, pulando, suados, com a roupa pregando (mesmo que já tenham tido um banho de chuveirão), cabelos bagunçados, mãos, braços, pernas e pés sujos, sei que aquele sorriso que os acompanha é um sorriso fixo, verdadeiro, feliz!
Hoje dei o primeiro banho de bucha na Yasmim. A cena foi assim:
Cheguei da escola com a Nicole e escuto a Yasmim chorando. Quando entro em casa, vejo a Yasmim toda feliz no chão e o pai, olhando com uma cara de quem não acredita no que passou.
_ Letícia, você ouviu a Yasmim chorando?
_ Sim.
_ Sabe porque?
_ Não.
_ Porque eu a tinha tirado do chão....
Então começamos nós quatro a brincar no chão e as meninas engatinhando. Yasmim andou, melhor, engatinhou pela casa toda. Quando a peguei no colo vi a COR dos seus pés e joelhos: PRETOS.
_ É Yasmim ... hoje é seu primeiro banho de bucha!
Foi muito bom. Melhor ainda foi tentar esfrega-la sem deixa-la pegar a bucha, que ia direto para a boca....
Foi muito divertido!
segunda-feira, 9 de março de 2009
Criança, tudo que escuta, repete....
Tudo que vê, fala.
Tudo que escuta, entende.
Tudo o que escuta, repete ... e argumenta!
Nicole, sentada no meu colo, escuta eu falar com o pai dela:
- Sua lingua não cabe dentro da boca, né?
(isso porque ele falou muito e depois estava reclamando das consequencias. O tom era de zoaçao)
Então, depois de alguns segundos processando Nicole diz:
- Cabe sim, mãe. A lingua do papai cabe dentro da boca dele!
... ai, ai ..... essa é uma das poucas que me lembro ... mas quase todo dia tem uma!
Tudo que escuta, entende.
Tudo o que escuta, repete ... e argumenta!
Nicole, sentada no meu colo, escuta eu falar com o pai dela:
- Sua lingua não cabe dentro da boca, né?
(isso porque ele falou muito e depois estava reclamando das consequencias. O tom era de zoaçao)
Então, depois de alguns segundos processando Nicole diz:
- Cabe sim, mãe. A lingua do papai cabe dentro da boca dele!
... ai, ai ..... essa é uma das poucas que me lembro ... mas quase todo dia tem uma!
sexta-feira, 6 de março de 2009
Etapa de GRANDES mudanças!
Nicole na escola!
Yasmim no chão da casa, engatinhando!
São tantas coisas que as vezes não dá tempo de vir aqui contar!
Acho que vou andar com um bloquinho, só para não esquecer de registrar nada.....
Nicole conseguiu (acho que agora definitivamente) se adaptar a escola. Fiquei feliz por ela. Foi difícil, mas foi feito com muuuito cuidado. Quem está por perto de mim, viu e acompanhou o cuidado que tivemos!
Ela cumpriu mais uma etapa da vida!
Yasmim tá uma sapeca, levada da breca .. rs. Resmunga, ri, conversa, olha. Já mostra com muita ênfase o que quer e o que não quer!
É ótimo ser mãe de duas filhas!!!!!
Yasmim no chão da casa, engatinhando!
São tantas coisas que as vezes não dá tempo de vir aqui contar!
Acho que vou andar com um bloquinho, só para não esquecer de registrar nada.....
Nicole conseguiu (acho que agora definitivamente) se adaptar a escola. Fiquei feliz por ela. Foi difícil, mas foi feito com muuuito cuidado. Quem está por perto de mim, viu e acompanhou o cuidado que tivemos!
Ela cumpriu mais uma etapa da vida!
Yasmim tá uma sapeca, levada da breca .. rs. Resmunga, ri, conversa, olha. Já mostra com muita ênfase o que quer e o que não quer!
É ótimo ser mãe de duas filhas!!!!!
Poema
Ser mãe é um poema. A gente respira poema. A gente se sente poema.
Uma amiga, a qual acreditem, não conheço pessoalmente, escreveu algo muito lindo, que compartilho aqui com vocês!
Tenho certeza que a alma dela sorriu e a inspiração nos deu essa delícia. Obrigada Kalu, por compartilhar conosco! Me sinto assim também, com minhas filhas lindas!
“O poeta tinha razão: só as mães são felizes. Ainda não sei de qual pó mágico colocaram nesta relação que faz com que eu me encante com uma palavra com letra trocada. Adormeço ouvindo o mantra de sua voz fininha tentando dialogar ainda muitas vezes em língua desconhecida que por vezes fico a traduzir. E nos seus espaços, tento redescobrir meus papéis que parecem borboletas ululantes a buscar flores em um mundo de pedra.
Me encanto com a pequena mão que me acaricia a noite só para saber se estou mesmo ali. Sinto falta de dormir ao seu lado, e a noite, algumas vezes, desperto só para ver seu semblante dourado a dormir.
Às vezes choro sozinha, com um calor de saudade que brota no peito, lembrando do seu pequeno corpo aninhado junto ao meu, nas longas noites que passei balançando você para lá e para cá, murmurando palavras de amor no seu pequeno ouvido. Eu não tinha pressa que você crescesse e pude saborear cada sobremesa oferecida com a calma de uma velha alma. Os primeiros movimentos sozinhos, os passos segurando firme suas mãos e sustentando seu caminhar com o olhar mais admirado, sabendo que agora o sol incide em seu céu e lhe une a Deus.
E o meu néctar, minha alma que lhe ofereço sem pressa que você parta, com a doçura de uma fêmea que certa está da melhor caça. Vejo você saltar, correr, sorrir e brincar como um pequeno mamífero que dia a dia começa a escrever sua história com suas próprias palavras e sorrisos. Eu me descubro poeta de seus poros, bailarina de seus ruídos. Você é uma linda obra de arte que inspirei-me em um inverno para te trazer para o verão.
Assim como as flores que chegam na data de tua vinda, sempre saberei que estás lá, crescendo como um pássaro encantado, cada vez que a frondosa Acássia despejar suas flores amarelas, me lembrando do inevitável tempo de nascer, que pode ser mágico e intenso como foi sua chegada.
E no novo verbo que conjugo agora aprendo o equilíbrio da mulher, amante e criança, buscando uma rima para o maternar. Às vezes só encontro no verbo universal. Todos os meus atos, falas, textos e poemas rimam com amar. Verbo batido mas que hoje faz todo sentido nesse meu sonhar.”
Uma amiga, a qual acreditem, não conheço pessoalmente, escreveu algo muito lindo, que compartilho aqui com vocês!
Tenho certeza que a alma dela sorriu e a inspiração nos deu essa delícia. Obrigada Kalu, por compartilhar conosco! Me sinto assim também, com minhas filhas lindas!
“O poeta tinha razão: só as mães são felizes. Ainda não sei de qual pó mágico colocaram nesta relação que faz com que eu me encante com uma palavra com letra trocada. Adormeço ouvindo o mantra de sua voz fininha tentando dialogar ainda muitas vezes em língua desconhecida que por vezes fico a traduzir. E nos seus espaços, tento redescobrir meus papéis que parecem borboletas ululantes a buscar flores em um mundo de pedra.
Me encanto com a pequena mão que me acaricia a noite só para saber se estou mesmo ali. Sinto falta de dormir ao seu lado, e a noite, algumas vezes, desperto só para ver seu semblante dourado a dormir.
Às vezes choro sozinha, com um calor de saudade que brota no peito, lembrando do seu pequeno corpo aninhado junto ao meu, nas longas noites que passei balançando você para lá e para cá, murmurando palavras de amor no seu pequeno ouvido. Eu não tinha pressa que você crescesse e pude saborear cada sobremesa oferecida com a calma de uma velha alma. Os primeiros movimentos sozinhos, os passos segurando firme suas mãos e sustentando seu caminhar com o olhar mais admirado, sabendo que agora o sol incide em seu céu e lhe une a Deus.
E o meu néctar, minha alma que lhe ofereço sem pressa que você parta, com a doçura de uma fêmea que certa está da melhor caça. Vejo você saltar, correr, sorrir e brincar como um pequeno mamífero que dia a dia começa a escrever sua história com suas próprias palavras e sorrisos. Eu me descubro poeta de seus poros, bailarina de seus ruídos. Você é uma linda obra de arte que inspirei-me em um inverno para te trazer para o verão.
Assim como as flores que chegam na data de tua vinda, sempre saberei que estás lá, crescendo como um pássaro encantado, cada vez que a frondosa Acássia despejar suas flores amarelas, me lembrando do inevitável tempo de nascer, que pode ser mágico e intenso como foi sua chegada.
E no novo verbo que conjugo agora aprendo o equilíbrio da mulher, amante e criança, buscando uma rima para o maternar. Às vezes só encontro no verbo universal. Todos os meus atos, falas, textos e poemas rimam com amar. Verbo batido mas que hoje faz todo sentido nesse meu sonhar.”
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Yasmim falou mamãe!
Pela primeira vez, ouvi Yasmim dizer: mamã!
Foi a primeira coisa que ela disse em sua grande vida! Me enchi de emoção!
Isso não tem preço, não tem explicação, não tem como ser mais feliz do que sou!
Depois, disse também Papa e Bola!
Linguagem de neném, é claro, mas disse. Não foram palavras ditas, indiscriminadamente ou soltas.
O mamã foi para mim. O papa foi para o papai. E a bola foi quando viu a bola!
Fiquei impressionada com a evolução dela. Com certeza uma criança com irmão mais velho em casa desenvolve beeem mais rápido!
Foi a primeira coisa que ela disse em sua grande vida! Me enchi de emoção!
Isso não tem preço, não tem explicação, não tem como ser mais feliz do que sou!
Depois, disse também Papa e Bola!
Linguagem de neném, é claro, mas disse. Não foram palavras ditas, indiscriminadamente ou soltas.
O mamã foi para mim. O papa foi para o papai. E a bola foi quando viu a bola!
Fiquei impressionada com a evolução dela. Com certeza uma criança com irmão mais velho em casa desenvolve beeem mais rápido!
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Vaidosa!
Hoje cheguei na sala e Nicole estava deitada, com as pernas cruzadas, vestindo uma camisola amarela que eu dei para ela.
O legal é que 5 minutos atrás eu estava brincando com ela e ela estava com uma roupa comum.
Foi o tempo de eu parar para beber uma água e ela decidiu que queria dormir. Abriu o guarda roupa e pegou a camisola nova. Se vestiu e deitou no sofá, para calmamente me esperar e pedir o seu leitinho de dormir.....
Quando eu vi aquela cena, juro que meu coração acelerou. Vi uma menina grande, quase uma moça, cheia de independência, de vontade, de vaidade.
Um misto de alegria e angustia me invadiu. Minha menina esta a cada dia que passa, maior, mais crescida, com mais autonomia. É, ao mesmo tempo, uma sensação de perda, mas uma sensação de ganho. Parece que estou perdendo minha filha para o mundo, mas sei que estou ganhando uma filha mais madura, mais dona de si, mais segura!
E quando eu disse:
_ Meu Deus! Quem é essa gatinha de camisola amarela?
Ela abriu um sorriso, passou a mão na camisola, levantou, se ajeitou e me olhou com um olhar maravilhoso e disse:
_ Sou eu mamãe! Tô bonita?
Linda demais!
O legal é que 5 minutos atrás eu estava brincando com ela e ela estava com uma roupa comum.
Foi o tempo de eu parar para beber uma água e ela decidiu que queria dormir. Abriu o guarda roupa e pegou a camisola nova. Se vestiu e deitou no sofá, para calmamente me esperar e pedir o seu leitinho de dormir.....
Quando eu vi aquela cena, juro que meu coração acelerou. Vi uma menina grande, quase uma moça, cheia de independência, de vontade, de vaidade.
Um misto de alegria e angustia me invadiu. Minha menina esta a cada dia que passa, maior, mais crescida, com mais autonomia. É, ao mesmo tempo, uma sensação de perda, mas uma sensação de ganho. Parece que estou perdendo minha filha para o mundo, mas sei que estou ganhando uma filha mais madura, mais dona de si, mais segura!
E quando eu disse:
_ Meu Deus! Quem é essa gatinha de camisola amarela?
Ela abriu um sorriso, passou a mão na camisola, levantou, se ajeitou e me olhou com um olhar maravilhoso e disse:
_ Sou eu mamãe! Tô bonita?
Linda demais!
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