terça-feira, 22 de março de 2011

Que belo presente!

Um amigo, presentou a nossa família com um belo trabalho. Ele, que está mergulhando no mundo da fotografia sugeriu que fizessemos um pic nic e ele estaria lá, para registrar os momentos.

De início fiquei receiosa. As meninas são timidas, principalmente Nicole que foge das cameras, e só relaxa quando se sente em casa ou confia na pessoa. Yasmim que também é timida, abaixa o rosto em qualquer comentário para ela. Fiquei com medo de não dar certo, de que atrapalhassemos o trabalho dele, de que a experiência não fosse produtiva. Mas ele me convenceu. Precisava praticar e estava disposto a compartilhar uma tarde de domingo conosco.

Não posso deixar de mencionar, a emoção que tive ao ver as fotos que ele colocou no blog. Pra quem quiser conhecer: www.ricardodiamante.com. Senti, ao ver as cenas das fotos, como se eu tivesse flutuado e visto minhas filhas, meu marido e a mim, com outros olhos. As emoções afloraram. Foi um belo trabalho. Só tenho a agradecer a dedicação, interesse genuíno e a boa dose de ousadia usada.

Compartilho com vocês, algumas das 140 fotos que recebi. Escolhi aquelas que mais me tocaram. Compartilho para que conheçam o que a fotografia pode nos sucitar!

A timidez de Yasmim


Nicole fugindo da camera


Eu, procurando o lugar ideal para fazer o pic nic


Um pic nic não é completo, sem uma toalha xadrez:


Eu realmente estava feliz!


Troca de olhares...


Momento introspeção da Yasmim. É ela com ela mesmo!


Se olhando no espelho?


Correndo pra brincar!


E correndo pra brincar!


E brincando!!!











Continua....

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Meu aniversário de 5 anos de Maternidade!

Ontem minha pequerrucha completou 5 anos de vida, do lado de cá. E eu completei 5 anos de Maternidade, nesta vida.

Engraçado como eu não tinha muita consciência de como minha vida mudaria, logo que engravidei. Fiz, por puro instinto.

Parafraseando minha mãe, que sempre dizia, que quando nasci a virei do avesso, virei outra mulher meeeesmo.

Porém, o mais gostoso disso é saber que ainda tenho muito a mudar. Engraçado, mas nesses 5 anos de vida da Nicole, posso dizer que cada dia foi essencial para a construção da minha índole, caráter e diria até personalidade.

Depois que Nicole nasceu, tive medo de morrer.
Depois que Nicole nasceu, não acho correto "dar um jeitinho" e levar vantagem sobre alguém.
Dirijo melhor, com mais paciência, prudência e dando a preferência para quem quiser.
Procurei alimentar-me melhor, fazer exercícios, buscar a arte, a natureza, a musica, Deus.
Depois que Nicole nasceu, minha relação com o marido mudou.
Ela me ensinou a ser mãe, o parto me proporcionou o conhecimento do meu corpo, do lado de dentro. Descobri a minha capacidade, o meu poder, o meu ser mulher. Amadureci, chorei, ri muito. Preocupei sim, mas aprendi a confiar também.

Entendi muita coisa sobre doenças, viroses, febres. Mergulhei no mundo da educação. Tomei gosto por Yoga - aquela em que todos somos um.

Ontem, ao cantar Parabéns para você - nesta data querida, passou um flash back em minha cabeça. Me orgulhei de ter, acima de tudo, me permitido viver tudo isso e mais um pouco. E fiquei pensando, o que mais vou descobrir nos próximos 5 anos, e nos próximos, e nos próximos...

Ver minha filha grande, sapeca, cheia de si, feliz, digna, amável, educada me encheu de alegria. Acredito que, quando Deus nos confia um filho, espera que façamos o melhor por ele. Eu acho que estou cumprindo meu papel direitinho!!!!

Parabéns Nicole, por ter chegado, ficado e me emocionado. Obrigada por ter recebido sua irmã com todo amor possível. Agradeço por estimar a mim e seu pai. Espero que possamos sempre, ser dignos de sua confiança!

Amém!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mais fotos by Nicole


Fotos que Nicole tirou com meu celular






Vejam ..... eu achei lindas!!!!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O caso da lagarta que tomou chá de sumiço

Faz um tempo, comprei este livro para as meninas. É um livro lindo, bem ilustrado, com poemas, onde um animal pergunta para o outro por onda anda a lagarta que até pouco tempo estava numa determinada folha.

O mistério termina quando eles descobrem que a lagarta virou uma linda borboleta.

Pois bem, ontem tivemos o caso verídico: O caso da Yasmim que tomou chá de sumiço.

A bonitinha nos pregou um susto enorme, proporcional a sua sapequice.

Estavamos todos no Shopping, dentro de uma loja de departamento e meus dois rabinhos entraram comigo no provador. Prova daqui, tira roupa dali, poe outra aqui. Saimos.

Fui para os cabides escolher outra, quando digo pro meu marido:
- Você tá olhando as meninas né?

Eis que ele olha a sua volta e diz: Yasmim sumiu.

Procura daqui, procura dali e nada.

Eu mantive a calma mas depois de passados alguns poucos minutos (cerca de 2) comecei a ficar preocupada. A principio achei que ela estivesse escondida debaixo das roupas, brincando, mas quando vi que a gente chamava, olhamos debaixo de todas as roupas e nada, assustei.

Passei a mão na Nicole (grudei, para dizer a verdade) porque ela também estava procurando e podia se perder também e falei com o segurança para fechar as portas porque minha filha havia sumido.

Ele disse que não podia fechar as portas, pediu que eu ficasse numa porta enquanto ele se dirigia para a outra. Pegou as informações dela (roupa, nome, idade) e saiu a procura!

Nicole começou a chorar!

Eu pedi calma para ela, disse que ia ficar tudo bem e perguntei de que elas estavam brincando e aonde.

Ela disse:

_Não sei. Agora esqueci tudo. Buáaaaaaa

Falei pro meu marido:
- Olha dentro do provador.

Ele olhou e achou. Eis que surge a borboleta!

Puxa, que alivio.

Minha mãe já me perdeu 5 vezes na praia.

Realmente é uma situação que não quero passar NUNCA mais.

Aff.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

DE QUAIS SINAIS QUE VOCÊ PRECISA?

Freqüentemente ouço mães profissionais, amigas minhas, dizendo que os filhos reclamam muito na hora que elas saem para o trabalho. Principalmente após um final de semana gostoso ou uma férias deliciosa. As vezes os filhos não falam com palavras, mas com o corpo. Choram, ficam tristes ou adoecem. As vezes ignoram as mães e passam a querer a companhia de outro.



Fico pensando em quais outros sinais seriam necessários para que a gente entenda bem o que está acontecendo. E quando falo isso, penso em mim. No quanto demorei para perceber algumas coisas, para entender que meu lugar era outro, meu trabalho outro, minha remuneração outra.



Eu compreendo fortemente, do fundo do meu coração, aquelas mães que precisam trabalhar. Eu entendo que nós vivemos em uma sociedade cujo dinheiro nos ajuda a viver.



Mas sempre chamo para a reflexão, do quando o dinheiro está passando de coadjuvante, para ator principal. De quando o dinheiro se torna imprescindível, de quando o dinheiro se torna indispensável. E de como fazemos um circulo vicioso em torno de ter trabalho e ter dinheiro. De quando o dinheiro se torna nosso motivo de vida. Ai é perigoso.



Fico pensando no que mais uma criança, com sua pequena idade e vivencia e grande sensibilidade, pode dizer para se fazer entender.



Vamos pensar. Quem de nós, consegue pedir, com todas as letras para um grande amor, que ele não vá embora? Quem de nós consegue chorar numa despedida? Que de nós diz, para o amor, que ele é imprescindível e que sem ele você adoece, fica triste? Quem de nós, se expõe desta forma? Conseguimos nos confortar com a notícia de que a ausência é temporária e se contenta em ver e abraçar seu grande amor apenas poucas horas do dia? Conseguimos ter o nosso amor pela metade ou menos da metade, nos primeiros 4 ou 5 anos de paixão?



Já dizia a música de Almir Sater: “é preciso amor, para pulsar; é preciso paz para sorrir; é preciso chuva para florir”.



A criança, quando nasce precisa da mãe. Tanto para alimento do corpo, quanto alimento da alma. Durante a primeira infância, como reafirma vários estudos de psicologia, a criança é voltada para si e família. É um processo gradativo de autoconhecimento. Primeiro ela se vê como parte da mãe. Ela é a mãe e a mãe é ela. Não há diferenciação. Depois ela passa por uma fase narcísica, quando ela percebe que ela não é a mãe, que é um ser separado, porém ela é o centro do mundo, de todos, da atenção. Então, ela começa a entender que existem os outros, que ela pode ter prazer em outras interações. E lá pelos 4/5 anos ela começa a se transformar num ser social, já que ela se conhece bem, começa a aprender a relacionar com o outro. Demora um pouco, talvez a vida toda (rs) para ela estar pronta para os relacionamentos. Na verdade, em nossa vida, estamos em constante evolução. Tem hora que só olhamos para fora, hora que tentamos olhar pra dentro, oscilamos, variamos, vamos e vimos. Mas o mais importante disso tudo é a preparação para a vida.



O plantio é opcional, mas a colheita obrigatória. O que você plantar, não tem jeito de escapar, irá colher.



Voltando a questão principal: a criança nos diz, de todas as formas, melhor do que nós mesmo conseguimos dizer, que ela precisa da mãe. Ela precisa deste amor para pulsar, viver. Precisa de paz, tranqüilidade para crescer saudável, precisa da preparação do solo para florescer na primavera.



Mães de todo o mundo: preste atenção. Seu filho lhe diz, todos os dias, que precisa de você. Não ignore este chamado. Trate o assunto. Responda aos anseios dele. Resolva a situação. Não postergue para depois, pois será tarde. Com certeza, quando seu filho tiver mais idade, ele não dirá todas estas coisas. Terá aprendido, não sei de que forma, a não precisar mais de você. Você continuará sua vida e ele a dele. Vocês irão colher o que plantaram.



Pense, no tanto que ter um filho saudável emocionalmente é importante para você. Pense no porque ele veio ao mundo. Porque você teve um filho e porque todas essas coisas acontecem com você. Pense em como equilibrar sua vida, pense em como administrar suas questões financeiras. Não se limite. Se encare. Tome atitudes. Pense bem. Se olhar pra dentro, verá que não há dúvidas. Entenda suas fraquezas e fortalezas.



As vezes é necessário alguns passos para traz, para firmar o passo e seguir em frente.



Como dizia Chico Xavier: talvez não tenha como fazer um novo começo, mas você pode fazer um novo fim.

domingo, 16 de janeiro de 2011

ENCONTRO DE GERAÇÕES

É muito bonito ver o encontro de gerações. Quando vejo minhas filhas beijando e abraçando os avós e tios avós, meu coração se enche de alegria e minha alma sorri.
Eu não convivi com meus avôs e avós. Meu avô materno morreu quando minha mãe tinha 12 anos. Minha avó materna faleceu quando eu tinha 1 ano. Meu avô paterno faleceu nem sei quando. Minha avó paterna ainda está viva, mas tenho pouco, quase nenhum contato com ela.
Aliás, é nesse ponto que preciso focar, pois Nicole não para de me pedir para conhecer a bisavó dela. Ela conviveu bem com o bisavô (avô do meu marido), que já faleceu, mas temos várias fotos de beijos e abraços deles. Yasmim também tirou fotos com o bisa, mas era bebezinha ainda. De qualquer forma, vale a lembrança. Eu mesmo me emociono com uma foto que tenho, ainda bebe, no colo da minha bisavó. Fico imaginando que, para eles – os bisa – a emoção de segurar no colo um bisneto deve ser enorme...
Outro dia, tivemos a visita de uma tia avó (tia do meu marido) e Nicole simplesmente amou-á. Pegava em suas muxibas (é assim que se escreve?) debaixo do braço, ajudou a fazer bolo, conversou, abraçou, beijou, tirou foto, uma graça. Yasmim também se divertiu do jeito dela, com a visita. Mostrou o quartinho dela, apontou para as borboletas no quarto, chamou para brincar com seus brinquedos.
Com as avós é outra coisa linda. Nicole ama minha mãe, brinca com ela, costura com ela, anda de ônibus com ela. Yasmim pede colo da vovó, pede para ir à casa da vovó e agora já gosta de tirar uma sonequinha no colo da vovó.
Com o avô e avó da parte do papai também é lindo. Nicole gosta muito de ir à casa deles, de almoçar lá. Às vezes ela dá um abraço tão apertado no vovô que ele fica até sem ar... e diz, com os olhos marejados: - assim você quebra o vovô. Yasmim dá beijos molhados no avô e avó e eles se derretem todo.
Fico muito feliz por ver este tipo de relacionamento deles. Tenho certeza que isso vai fazer bem na vida adulta, sem contar que é um aprendizado de respeito aos mais velhos, na prática.